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Estaleiro Mauá demite 300 funcionários A última semana no setor naval teve importantes notícias para a indústria. Logo na segunda-feira, dia 05, foi noticiado que o assoreamento do espelho d’água da Baía de Guanabara próximo ao Porto de Niterói está afetando diretamente na contratação da indústria naval. Segundo estimativas do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e da Secretaria municipal de Indústria Naval, a falta de dragagem impede, atualmente, que dois mil postos de trabalho sejam criados, porque determinadas plataformas não conseguem chegar aos cais dos estaleiros. O secretário municipal de Indústria Naval, Milton Carlos Lopes, disse que serão investidos R$ 10 milhões, dos governos estadual e federal, na região da Ilha da Conceição, incluindo o desassoreamento.
Ainda no mesmo dia, o jornal O Globo revelou que o Estaleiro Mauá, também em Niterói, demitiu cerca de 300 trabalhadores. A assessoria da empresa informou que os cortes foram necessários para ajustar seu quadro de pessoal nas atividades atuais, sem explicar, contudo, se novas demissões serão realizadas. Antes das demissões, o estaleiro tinha cerca de 4.200 empregados. O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Carlos Rocha da Silva, disse que as informações iniciais são de que cerca de 50% do pessoal demitido é das áreas administrativa e de gerência, e o restante, da área operacional.
Segundo o sindicalista, as demissões fariam parte, principalmente, da atual reestruturação pela qual passa o Mauá, cuja administração está sendo unificada com o Estaleiro Eisa, da Ilha do Governador – ambos controlados pelo Synergy Group do empresário German Efromovich. De acordo com fontes, as atuais encomendas que estão sendo feitas não justificam um número de trabalhadores superior a 2.500. Segundo essa mesma fonte, nos próximos dias outros cerca de 200 funcionários, desta vez os prestadores de serviços devem ser afastados também.
Na terça-feira, dia 06, governo e lideranças catarinenses se reuniram para tentar alcançar um entendimento com o Instituto Chico Mendes para a Preservação da Biodiversidade (ICMBio), que por duas vezes negou a instalação do estaleiro de US$ 1,5 bilhão da OSX em Biguaçu, na Grande Florianópolis. A questão foi discutida em audiência na Assembleia Legislativa do Estado. Após o encontro, a coordenação estadual do Instituto divulgou uma “nota aos catarinenses”. No comunicado, o ICMBio se define como um órgão com missão institucional de “proteger o patrimônio natural e promover o desenvolvimento socioambiental” e manteve parecer contra a instalação do estaleiro em Biguaçu. “Não somos contra o estaleiro. Somos contrários ao empreendimento no local proposto (Baía Norte), caracterizado por uma rica biodiversidade e por atividades de maricultura, pesca artesanal e turismo”, acrescenta.
Estaleiro Enseada do Paraguaçu será construído
No dia seguinte, foi divulgado nos principais jornais do país, que o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, sociedade entre Odebrecht, OAS e UTC, será construído independente do resultado das licitações bilionárias lançadas pela Petrobras para construir no Brasil um conjunto de sondas de perfuração de poços de petróleo. Os sócios do projeto apresentaram propostas para construir navios-sonda para a estatal no novo estaleiro, que vai situar-se próximo à foz do rio Paraguaçu, no município de Maragogipe, região metropolitana de Salvador (BA). Se ganhar parte das sondas, o estaleiro baiano deve investir cerca de R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), para construir uma unidade com capacidade de processar 60 mil toneladas de aço por ano.
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