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FMI prevê crescimento maior A última semana começou com mais um anúncio de crescimento da economia chinesa. A economia do país desacelerou menos durante a crise financeira global do que o informado inicialmente, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, que revisou para cima o crescimento do PIB do país em 2009, de 8,7% para 9,1%. Em 2008, a economia chinesa havia se expandido 9,6%. A revisão se deu graças a aumentos nas contribuições dos setores secundário e terciário, disse o órgão chinês, em comunicado. O Escritório informou ainda que o PIB nominal da China, avaliado nos atuais preços de mercado sem ajuste para a inflação, atingiu 34 trilhões de yuans em 2009. Na taxa cambial média do ano passado, a China permaneceu como a terceira maior economia do mundo, com um PIB ligeiramente abaixo de USD 5 trilhões.
Ainda durante a semana, a saída de dólares do Brasil registrou brusca alta se tornando o pior índice desde o fim de 2008, quando o déficit ficou em US$ 6,373 bilhões. Nos dois primeiros dias de julho o quadro não mudou: o fluxo já estava negativo em US$ 735 milhões. Na visão de especialistas, a tendência, pelo menos a curto prazo, é que esse movimento se mantenha, sobretudo porque o cenário externo continua desfavorável, o que acaba afugentando os investidores e também as empresas. Ainda segundo o BC, no primeiro semestre, o fluxo cambial acumulou superávit de US$ 3,364 bilhões. A conta financeira – por onde passam os investimentos estrangeiros diretos, em portfólio e remessas de lucros e dividendos – foi a que mais contribuiu para o mau resultado de junho, com déficit de US$ 3,491 bilhões. Com a crise europeia, muitas multinacionais instaladas aqui estão remetendo mais recursos para as matrizes.
Na quinta-feira, dia 8, foram divulgados os dados da Inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação medida pelo IPCA ficou estável em junho, em 0,0%, após ter subido 0,43% em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). Foi a menor taxa mensal para o índice desde junho de 2006. O resultado veio abaixo do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,05% a 0,18%), com mediana de 0,11%. Na avaliação da coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, o resultado do mês passado está diretamente relacionado à realização da Copa do Mundo. Eulina mostrou uma série histórica que comprova que, desde o Plano Real, em anos de Copa do Mundo a inflação cai nos meses de realização do evento ou naqueles que imediatamente o antecedem. A série apresentada mostra que, em 1998, a inflação de junho, de 0,02%, foi a menor taxa mensal para o primeiro semestre, refletindo a realização do Mundial.
Fechando a semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou pesquisa que mostra que o emprego no setor industrial teve avanço pelo 5º mês seguido e os empresários já sinalizam novas contratações ao ampliarem o número de horas pagas aos trabalhadores de suas linhas de produção. De abril para maio, o total de pessoas ocupadas no setor fabril aumentou 0,3%, já descontados os efeitos sazonais. Já as horas pagas, indicador antecedente de novas vagas, também avançou 0,3% e, nesse caso, trata-se do quarto mês seguido em terreno positivo. Desde janeiro deste ano, quando engatou uma retomada mais firme, o emprego na indústria acumula um crescimento de 2,4%. O resultado não zera, porém, as perdas registradas durante a crise, e o nível de ocupação ainda está menor do que no final de 2008. O mesmo ocorre com as horas pagas: elas somam expansão de 3% em quatro meses de alta, mas não revertem ainda as quedas acumuladas durante a turbulência global.
FMI prevê crescimento maior
Ainda no fim da semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento global em 2010, citando robusta expansão na Ásia e renovada demanda privada nos Estados Unidos, mas alertou que a crise da dívida da zona do euro é um grande risco à recuperação. O FMI disse que os problemas de financiamento público da zona do euro e a turbulência resultante nos mercados são desafios significativos, especialmente com a rede de conexões financeiras e comerciais ligando a Europa ao mundo. Porém, segundo a organização, um retorno à recessão é altamente improvável. O prognóstico mundial foi revisado para 4,6%, ante estimativa feita em abril, de 4,2%. A previsão para a expansão global em 2011 foi mantida em 4,3%. As maiores revisões para cima foram para as economias emergentes. O prognóstico para o crescimento do Brasil em 2010 foi elevado em 1,6 ponto percentual, para 7,1% e para 2011 aumentou em 0,1 ponto, para 4,2%.
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